E as férias acabaram

2252891587_a01e31bd01_m.jpgNunca mais terei férias tão boas quanto essa que está terminando nesse momento. Essa frase resume bem o que foram os últimos 40 dias da minha vida.

Por sorte, minhas férias foram engatadas ao reveillon e ao carnaval, o que prolongou sua duração por mais uns dez dias ao que teria direito. Garanto que esses dias extras foram mais do que bem aproveitados. Não só na forma de descanso, mas também em diversão, muita diversão.

Junto à diversão, também estava a ansiedade por começar a que eu considero a maior mudança na minha vida: o início da faculdade de Direito. Sonho antigo, não saía da minha cabeça. O começo das aulas veio, ainda durante as férias, duas semanas atrás, e o deslumbramento também. Não é exagero nenhum dizer que jamais havia me sentido tão feliz. O sentimento de finalmente fazer o que há tanto tempo desejava é maravilhoso.

Em relação ao trabalho, todos esses dias de descanso foram mais do que suficientes para recarregar as baterias. Cheguei até a comentar várias vezes que já estava sentido falta do trabalho. Volto à ativa disposto e muito motivado. E agora sem o peso nas costas de ter que cursar Ciência da Computação só por obrigação - agora eu estudo o que eu sempre quis e trabalho no que eu gosto, apesar de serem dois campos tão distintos.

Tenho plena noção de que minha rotina a partir de agora não será fácil. Praticamente o dia inteiro fora de casa. Estarei fazendo, porém, o que sempre desejei. Os que me conhecem sabem que quando estou motivado, ninguém me para. E acredito que essa motivação não acabará.

Infelizmente, não dá para viver em férias eternamente. Ou melhor, felizmente: se pudesse feriar pela vida inteira, não seriam mais férias, seria trabalho (mesmo que um ótimo trabalho) e acabaria perdendo a graça. A graça está justamente nisso: um ano para pensar nas férias que passou e para pensar nas que estão por vir.

As que passaram foram tão boas que demorarei um tempo para começar a pensar nas próximas.

Por ZehOliveira em Blogterapia no dia 10/02/2008

Agatha Christie: um livro e já virei fã

Depois de ter comprado três livros da Agatha Christie por vinte reais no Extra, e ter lido um deles (O Assassinato no Expresso Oriente), bate-me um arrependimento de ter gasto, uma vez na vida, mais de dez reais em um livro do Dan Brown. É até um contra-senso que três livros da eminente escritora britânica juntos custem menos que um mero exemplar de qualquer um dos livros do autor de O Código da Vinci.

Quando se lê Dan Brown, identifica-se com muita facilidade macetes do autor para prender a atenção do leitor. Fica aquela sensação que temos quando assistimos a uma novela: pode não acontecer nada durante o capítulo inteiro, mas no último minuto algo inesperado ocorre, apenas para despertar o interesse nos próximos capítulos.

Isso, para mim, é o que há de mais chato em seus livros. Até acho que ele cria histórias interessantes e tem bastante habilidade para descrever ambientes, mas fico sempre com a sensação de que estou sendo enrolado – como ao tomar um copo de Coca-Cola entupido de gelo. Sem falar que os livros deles são sempre bem grossos, dando um ar de que se trata de uma obra grandiosa. Bobagem. Boa parte da história é enchimento de lingüiça. Acaba-se pagando 40 reais por um livro que tem uma história que vale, no máximo, cinco reais.

Pois bem: lendo Agatha Christie, isso não acontece, pelo contrário. Não há truques sujos para amarrar o leitor. O único truque da escritora – e esse é legítimo - é escrever uma história que prende o leitor em todos os seus parágrafos. Da primeira frase à última, tudo é fundamental para a resolução do mistério central.

Christie não aposta tanto na descrição detalhada dos ambientes retratados, mas compensa isso em um uso absurdo da introspecção psicológica de seus personagens, levando consigo o leitor. Ler um livro da escritora é fritar o cérebro tentando resolver o mistério.

Outro ponto é que as obras são breves, sem muitas delongas. Sempre fico injuriado com esses livros muitos longos - mesmo os bons -, a chance de começar a lê-los e não terminar é bem grande. Os de Agatha Christie, no entanto, em poucos dias lê-se inteiro, é possível ler em um só dia, dependendo do ritmo.

Fico até orgulhoso em ter pagado tão pouco por algo tão valioso. Comprei três livros, li apenas um, mas foi o suficiente para tornar-me seu fã.

Por ZehOliveira em Livros no dia 10/02/2008

O Reino – The Kingdom

O Reino despertou meu interesse por alguns motivos: foi produzido por Michael Mann – meu diretor preferido; protagonizado Jamie Foxx, que raramente erra em suas escolhas; e por tratar, de certa forma, de um tema que eu gosto de ver em filmes - política.

O filme é bom, é interessante, é bem feito. Só que passa bem longe do engajamento que eu esperava – inclusive dos que, normalmente, vemos em filmes do Michael Mann. Desta feita, Michael Mann não dirigiu, deixou a cargo de Peter Berg – cujo filme mais conhecido no currículo é o dispensável Bem Vindo a Selva.

E essa escolha de Mann em não dirigir, delegando a função ao Peter Berg, teve seu preço: algo que dificilmente é visto nos longas dirigidos ou escritos por Michael Mann é o maniqueísmo. Mesmo sendo história recheadas de foras-da-lei e policiais, Mann normalmente assume uma postura de documentário e não coloca nas costas de nenhum de seus personagens o título de “bonzinho” ou “do mal”. Os personagens, em seus filmes, possuem objetivos, não importa se cumpri-los custará a vida de pessoas – não fica a cargo do filme, seja roteiro ou interpretações, marcar quem é bom ou quem é ruim. Em seus filmes, alguma coisa está acontecendo, em algum lugar do mundo, e seu objetivo é filma-las – não é seu dever colocar valor em que está aparecendo na fita.

Em O Reino, porém, o diretor Peter Berg e o roteirista claramente adotam um maniqueísmo desnecessário na história. Chegando até, em certos momentos, ao ponto de tornar a história meio ridícula. Mann nunca adotou essa postura, e seus filmes sempre estiveram acima da média por causa disso. Dessa vez, podemos identificar os bonzinhos e os maus facilmente, o que tira muito da força do filme.

De outro lado, a parte técnica, como era de se esperar, está bem a cara do veterano diretor, que aqui ficou apenas na produção. Porém, fiquei com a impressão de que Peter Berg quis fazer o “dever de casa” direitinho, agradando ao máximo seu produtor, imitando seu estilo. A câmera na mão, sempre trêmula, característica marcante de Michael Mann, é usada desproporcionalmente aqui – chegando ao ponto de causar certa aflição em que assiste. Os closes – outro recurso que Mann adora usar – também é visto com bastante freqüência e desnecessidade.

Como citei no início deste artigo, a parte política desses filmes é um ponto que me atrai. O início de O Reino é muito bom nesse sentido, na parte em que retrata a situação encontrada lá no Oriente Médio, a política americana em relação a aqueles países e como é feita a recíproca. O problema é que essa abordagem política não sobrevive muito, dando lugar à ação incessante – quando entram em cena as velhas perseguições de carro e tiroteios. Foi nesse ponto que Syriana virou um grande filme e onde O Reino virou um entretenimento de final de semana.

As cenas de ação, entretanto, são orquestradas com maestria (e nesse sentido torço para que o Peter Berg não se torne mais um daqueles que sabem dirigir muito bem cenas de ação, mas se perdem no restante dos filmes – Michael Bay que o diga).

Como pôde ser percebido, é uma obra com a cara de Michael Mann, mas sem ser de Michael Mann. É só uma pena que ela não tenha participado do processo artístico filme, já que, claramente, seu bom gosto e bom senso fizeram falta em muitas oportunidades no roteiro e na direção. A produção, por outro lado, tem sua assinatura e seu toque pessoal.

Fica a decepção: o filme é bom, mas teria sido muito melhor se tivesse sido dirigido por seu excelente produtor – e não por um diretor inexperiente.

Por ZehOliveira em Cinema no dia 21/01/2008

Corinthians estreiará contra o CRB

O que não se sabe é se isso é bom ou ruim para o clube alagoano.

O Galo inicia o torneio com um jogo de muita visibilidade, porém, o CRB normalmente não começa bem o campeonato brasileiro - por ser um clube que não dispõe de muito dinheiro para montar um grande time para o campeonato estadual, sempre deixa para contratar jogadores melhores durante o decorrer do campeonato nacional. Enquanto que o Corinthians estará, teoricamente, com seu time formado já a partir do campeonato paulista.

De qualquer forma, isso é ótimo para o torcedor, pois já veremos o CRB atuando, provavelmente na TV aberta, já na primeira rodada. Sem falar que o galo da praia adora derrubar time paulista nos domínios do adversário. Seria delirante começar o campeonato ganhando do Corinthians.

O confronto deve ser no dia 9 ou 10 de maio.

Por ZehOliveira em Esporte no dia 26/12/2007

As moedinhas

moedas.jpgTem sensação melhor do que, quando você está morrendo de vontade de comer algo que custa X reais, e encontra exatamente essa quantia X ao contar as moedas na carteira? Passei exatamente por essa situação na sexta-feira.

Ao voltar para casa, bateu-me uma daquelas vontades repentinas de comer um sanduíche (o famoso Mario’s), porém, eu não tinha certeza de que teria dinheiro suficiente naquele momento para tal – era por volta de uma da manhã e não seria mais possível sacar dinheiro em caixa eletrônico. O tal do sanduíche – com refrigerante, é claro – custaria seis reais.

Foi aí que eu comecei uma heróica contagem de moedinhas na carteira e jogadas no console do carro. Entrei em êxtase ao terminar a contagem: R$6,05 (isso entre toda a sorte de moedas de 5, 10 e 25 centavos).

Mesmo sabendo que se eu chegasse lá com um pouquinho menos lá, a atendente aceitaria numa boa dá o “desconto”, é uma sensação muito boa saber que tinha aquela quantidade quase exata. Parece até que alguém, sabendo que eu teria essa vontade, colocou - caprichosamente - as moedas lá.

Por ZehOliveira em Blogterapia no dia 23/12/2007

Livros

Alguns livros que li nos últimos dois meses e que não comentei.

* * *

A Revolução dos Bichos (George Orwells)

Esse entra para a lista dos melhores que eu já li em minha vida. Trata-se de uma sátira do descaminho do socialismo na metade do século XX. Mas tem como grande mérito, a meu ver, ser uma obra que não se perde no tempo – feito comum para o autor. É atual ainda hoje, e é uma prova irrefutável de que os equívocos políticos se repetem de modo cíclico: ler sobre como funcionava a política na metade do século passado é praticamente ler um jornal de hoje em dia. Temas como massa de manobra, alteração de leis por conveniência e até esquecimento de valores, fazem desse livro não só uma crítica pesada ao sistema socialista, mas mete o dedo na ferida de toda a política de hoje em dia – principalmente a do Brasil.

* * *

Freakonomics (Steven Levitt)

Steven Levitt é um cara inteligente e escreveu um livro muito interessante. Mesmo não primando por um grande estilo na escrita – e acredito até que essa tenha sido a sua intenção, escrever de modo simples -, Levitt escreveu um livro acessível e que facilmente se torna uma leitura viciante. Seu grande objeto de estudo é “óbvio”, ou melhor, o “senso comum”. Seu trabalho é buscar respostas para perguntas como “por que um carro zero perde tanto valor ao sair da loja?” fugindo do óbvio. Um grande feito do livro é fazer o leitor passar a pensar assim, sempre questionando a sabedoria convencional. Confesso que já me peguei várias vezes fazendo isso, depois de lê-lo. No oceano de auto-ajuda boba que temos por aí, um livro como esse é uma bela surpresa.

* * *

Ponto de Impacto (Dan Brown)

Quem leu um livro de Dan Brown, leu todos. É, simplesmente, a mesma história. Parece que ele inventou algum programa de computador pronto para cuspir um livro escrito, basta só que se insira como entrada o nome dos personagens e os locais onde se passam a história. Só que o problema – ou a virtude – é que os livros dele, mesmo sendo repetitivos, conseguem prender a atenção do leitor. Pelo menos, aqui, é de leitura rápida. Tenho outros livros não lidos do autor e, sinceramente, não estou com muita vontade de lê-lo nem tão cedo.

Por ZehOliveira em Diversos no dia 14/12/2007

A Tal da Telemar

Nas últimas semanas, eu sempre ficava com vontade de postar a respeito de alguma coisa que tinha se passado, mas alguns fatores me impediam. O principal deles foi ter ficado um longo tempo sem conexão com a internet (graças a Telemar, sempre ela!).

Como não estou mais com minha opinião sobre os temas fervilhando na cabeça, não irei dissertar muito longamente sobre os assuntos. Irei soltar posts rápidos e curtos (é… comecei a escrever e vi que não serão tão curtos assim), apenas para não deixar passar em branco. Começando com esse.

* * *

Foi uma verdadeira comédia de erros consertar minha conexão com a internet. A prova final de que o suporte da Telemar é o que há de pior, pelo menos para nós do nordeste — não temos por aqui BrTurbo, Telefónica etc.

Passei horas e horas discutindo com atendentes, com suporte avançado e tudo mais. Veio um técnico aqui em casa, disse que o problema era a fiação externa e fechou o chamado na Telemar sem resolver o problema. Liguei pra lá e disse que iria abrir uma denúncia na Anatel, por quê o prazo para consertar um problema de conexão já havia estourado.

Na verdade, eles não sabiam bem o que fazer.

Finalmente, descobri que o problema estava no meu Modem ADSL. Um capacitor estourado, trocado posteriormente, e internet voltou a funcionar a contento. Maravilha, isso era uma tarde de domingo. Eu estava totalmente empolgado já com a velô da conexão, mas a Telemar decidiu aprontar mais.

Na segunda, resolveram “consertar” o problema e começaram a trocar toda a fiação da linha. Liguei pra lá e disse bem claramente “O PROBLEMA ESTAVA NO MODEM. A LINHA ESTÁ PERFEITA”. E a moça respondeu, educadamente: “Senhor, a ordem de reparo foi aberta. Previsão de término é na próxima sexta”. Putaq… mais uma semana sem internet. Só faltou a telemar trocar todo o seu equipamente, quando o problema era o meu modem ADSL.

Pelo menos, agora, está tudo certo. Fios novos na linha telefônica, modem com capacitor trocado e conexão perfeita.

Por ZehOliveira em Diversos no dia 14/12/2007

Estudante de direito, a partir de agora

Finalmente terminou a maratona do vestibular — o segundo, oito anos depois do primeiro. Se bem que com o tempo que eu gastei me preparando para esse concurso, a palavra maratona não cai bem. Foi, no máximo, uma corridinha de dez metros.

Uma coisa que me deixava tranqüilo, mas assustava ao mesmo tempo, era o fato do nível em vestibular de faculdade particular ser bem mais baixo do que em universidade pública. Tranqüilizava-me ao saber que não precisaria estudar tanto, mas assustava na medida em que eu não tinha parâmetro de qual seria um nível seguro de estudo para eu me garantir — pois o outro (e único) vestibular que havia feito, no início da década, fora em universidade pública.

Acabei não estudando praticamente nada, gastei no máximo dois ou três dias de estudos. Porém, eu costumo dizer que, depois de um tempo estudando em faculdade, o indivíduo aprende macetes que facilitam o estudo de matérias simples como as que são exigidas no vestibular. E também aprende a estudar de última hora com eficiência.

Primeiro dia de prova fui muito bem, obrigado. Contudo, no segundo dia, meu desempenho caiu bastante e eu passei a duvidar da minha classificação. Como já disse, por mais fácil que seja vestibular em escola particular, eu não tinha parâmetro de quanto fácil é.

Confesso que o clima de apreensão à espera da divulgação dos classificados foi bem gostoso. É como voltar à adolescência. Oito anos depois de ter sido aprovado em ciência da computação na UFAL, voltei a sentir o gostinho de passar em um vestibular (guardadas as devidas dificuldades — na UFAL foi realmente difícil).

Se foi fácil? Bem… eu não sou de falsa modéstia. Com a falta de afinco que eu mostrei nos estudos, incluindo estudando matérias horas antes de ir fazer a prova, classificar-me na quinta colocação foi até surpreendente. Não dar para negar: sim, de certo modo, foi fácil.

A pergunta que fica: porquê trocar o curso de ciência da computação em uma universidade pública por um de direito em uma particular? Há uma explicação, sim, nisso. Mas deixarei para outro post.

Por ZehOliveira em Estudos no dia 13/12/2007

Desodorante de Segunda

Agora dá pra entender por que chamam corinthiano de gambá?

Simplesmente, o melhor momento da rodada. Melhor até do que o pênalti do Goiás, que eu comemorei como um gol do meu time.

São Paulo campeão, Corinthians rebaixado - e vindo jogar contra o CRB ano que vem, aqui no Rei Pelé. E ainda dizem que papai noel não existe!

Por ZehOliveira em Esporte no dia 03/12/2007

Evan Almighty - A Volta do Todo Poderoso

Alguns filmes nunca deveriam ter sido produzidos. Nessa categoria encaixa-se perfeitamente a continuação daquela ótima comédia protagonizada por Jim Carrey.

Uma frase sobre esse filme: uma comédia sem graça nenhuma. É o bastante. E isso é fatal para um filme com as pretensões assumidas por esse (ser uma comédia em que o espectador morre de rir). Não é de se espantar que Carrey não tenha aceitado atuar nessa continuação; além do argumento da história ser ridículo, o roteiro é péssimo. Alguém avise aos roteiristas para que na próxima vez eles escrevam piadas - e boas, de preferência!

Não gaste tempo vendo esse filme. São 90 minutos que mais se parecem com 6 horas e você não vai rir mais do que duas vezes.

Por ZehOliveira em Cinema no dia 17/11/2007
Próxima Página »

SemQueijo.com é um blog escrito por José Oliveira. Alguns direitos reservados.